Mercado de condomínios logísticos tem queda na taxa de vacância e mantém preço médio estável no estado de SP

O mercado de condomínios logísticos de alto padrão do estado de São Paulo fechou o primeiro trimestre de 2019 com a taxa de vacância em 20%. O índice segue a tendência de queda observada pela Colliers International Brasil no trimestre anterior, quando o valor do período era de 22% e também pelo primeiro trimestre do ano de 2018 que apresentou uma taxa de 25%. Os menores resultados medidos em janeiro, fevereiro e março ficam com a região do Grande ABC (9%), Embu das Artes (10%), Cajamar (12%) e Guarulhos (16%). “Foi a melhor absorção líquida para o 1º trimestre dos últimos 4 anos para o mercado paulista, principalmente para imóveis localizados até 60 km da cidade de São Paulo", alerta Ricardo Betancourt, presidente da Colliers Brasil.

Esse resultado, aliado a outros fatores, vem influenciado pelo crescimento de 11% na absorção líquida – saldo da diferença entre áreas locadas e áreas devolvidas – do primeiro trimestre de 2019 (174 mil m²) em relação ao trimestre anterior (156 mil m²).  Os dados revelam que o Estado de São Paulo registrou a maior absorção líquida para o primeiro trimestre dos últimos quatro anos.  As regiões com maior destaque são Guarulhos (43 mil m²), Barueri e Jundiaí (ambos com 28 mil m²).

A absorção bruta – quantidade de m² locados – também cresceu quando feita a mesma comparação. Enquanto que em outubro e dezembro de 2018 o valor foi de 218 mil m², no primeiro trimestre deste ano os números chegaram a 284 mil m². O destaque na absorção bruta fica para as regiões de Jundiaí, Guarulhos e Barueri. Todas registraram valores acima dos 45 mil m²: 72,4 mil m², 56,8 mil m² e 45 mil m², respectivamente. Jundiaí e Guarulhos são responsáveis por 45% das novas locações contabilizadas no primeiro trimestre.

Preço médio. O estado de São Paulo encerrou o primeiro trimestre de 2019 com o preço médio pedido em R$ 18,5 m²/mês. O valor teve uma leve queda em comparação ao mesmo período de 2018 quando foi registrado R$ 19,0 m²/mês.

Em relação ao novo inventário, foram entregues 48 mil m² no primeiro trimestre de 2019 na região de Barueri.