Mercado de escritórios do Rio tem a maior absorção líquida dos últimos quatro anos

O mercado de escritórios de alto padrão do Rio de Janeiro fechou o ano de 2018 com absorção líquida – saldo da diferença entre áreas locadas e áreas devolvidas – de 72 mil m². Os dados, medidos pela Colliers International Brasil, mostram que em 2018 o Rio de Janeiro teve a maior absorção líquida dos últimos quatro anos para escritórios corporativos Classe A+ A. As regiões que apresentaram as maiores absorções líquidas foram o Porto (61 mil m²) e Centro (11 mil m²). De três a cada quatro m² de novas ocupações no Rio de Janeiro foram nas regiões Porto e Centro.

Em 2018, a taxa de vacância apresentou queda e fechou em 34%. A diminuição foi de quatro pontos percentuais, se comparado com 2017 quando foi registrado 38%. A perspectiva da Colliers para o próximo ano é que a taxa de vacância caia quatro pontos, passando de 34% para 30%.

O ano de 2018 também apresentou queda nos preços médios pedidos para locação, que ficaram em R$ 100 m²/mês, o valor foi abaixo do que registrado em 2017. Os preços mais altos da cidade continuam na Zona Sul (R$ 260 m²/mês), seguida pelo Centro (R$ 115m²/mês) e a Orla (R$ 100 m²/mês). As regiões da Barra da Tijuca (R$ 81 m²/mês) e da Cidade Nova (R$ 85 m²/mês) praticam os preços mais acessíveis do Rio de Janeiro.

 Classe B

Em relação aos imóveis de classe B, a absorção líquida foi de -2 mil m².  Já a taxa de vacância manteve-se estável com 33%. Os preços médios pedidos para locação também permaneceram estáveis, com R$ 73 m²/ mês.  O inventário do Rio de Janeiro para os imóveis de classe B é de 977 mil m².