O ano de 2018 foi marcado por um cenário de reaquecimento do mercado imobiliário de escritório de alto padrão em São Paulo. Segundo as estatísticas da Colliers International Brasil, a absorção líquida - saldo da diferença entre as áreas locadas e as áreas devolvidas - cresceu na capital. As regiões da Chácara Santo Antônio, Chucri Zaidan, Faria Lima, JK, Vila Olímpia apresentaram absorção líquida acima de 15 mil m².

Já a absorção bruta registrada nas regiões da Faria Lima, JK, Marginal Pinheiros e Vila Olímpia foi superior a 30 mil m². “Assim como era esperado, o ciclo do mercado está em recuperação e a tendência é que haja crescimento no decorrer de 2019”, alerta Ricardo Betancourt, presidente da Colliers Brasil.

Taxa de vacância. Em 2018, a taxa de vacância apresentou queda e fechou em 19%. A diminuição foi de dois pontos percentuais, se comparado com 2017, ano em que o índice foi de 21%. A perspectiva da Colliers para este ano é que a taxa de vacância sofra redução de mais cinco pontos, passando de 19% para 14%.

De acordo com dados da Colliers International Brasil, as regiões de São Paulo com menor taxa de vacância são Itaim Bibi (1%), JK (3%), e Vila Olímpia (6%). Já a Chácara Santo Antônio (46%), Santo Amaro (49%) e Marginal Pinheiros (29%) possuem maior taxa de vacância.

Preço médio. Seguindo a tendência de queda, o preço médio pedido fechou em R$ 84. As regiões da Faria Lima, JK, Itaim Bibi, Paulista e Vila Olímpia apresentam preço médio pedido acima de R$ 100.  

Novo inventário. Em 2018, foi entregue 131 mil m². A região da Chucri Zaidan recebeu 70% de todo inventário. Ao todo foram entregues dois edifícios na região. O inventário de São Paulo do os imóveis de classe A+A é de 2.970 mil m².

A pesquisa realizada pela Colliers abrange as regiões Barra Funda, Berrini, Chácara Santo Antônio, Chucri Zaidan, Faria Lima, Itaim Bibi, Juscelino Kubistschek, Marginal Pinheiros, Paulista, Pinheiros, Santo Amaro e Vila Olímpia.

Classe B. Nos imóveis de classe B da cidade de São Paulo, a taxa de vacância também caiu três pontos percentuais em relação ao ano anterior. O índice foi de 20%. Já a absorção líquida seguiu a tendência e apresentou aumento, fechando o ano com 76 mil m².   Em relação aos preços médios pedidos de locação, o valor fechou o período em R$ 71 m²/mês, abaixo do ano anterior.