Ultrapassar máximos anteriores é a nova regra

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O primeiro semestre de 2018 prolongou a tendência de crescimento acelerado, verificado em 2017. Ultrapassar máximos anteriores transformou-se de exceção em regra, no mercado imobiliário nacional. No mais recente estudo publicado, a Colliers International estima que o investimento em imobiliário português tenha fechado, no primeiro semestre, acima dos 1,5 mil milhões de euros, sendo fácil antecipar que 2018 fechará bem acima dos 2 mil milhões de euros.

O mercado de escritórios das duas principais cidades portuguesas é bastante representativo desse bom momento: rendas prime próximas de máximos históricos, absorção a bater recordes, anualmente, e yields prime a baixarem de mínimos, já históricos.

No mercado de escritórios importa destacar que os promotores parecem ter identificado o potencial deste segmento, registando-se um aumento da oferta, embora ténue em Lisboa, já bastante marcante no Porto. “O surgimento de quase 80.000 m² de novos escritórios no Porto, deverá marcar decisivamente o futuro próximo dos serviços desta zona” refere Vasco Carvalho, consultor da Colliers International.

Em Lisboa, o peso da oferta nova ainda não iguala o Porto, mas este é um cenário que se poderá alterar em breve. “Os efeitos desse crescimento da oferta não deverão ser temidos pelos players locais” refere Gustavo Castro, Research da Colliers International. “A procura potencial aparenta ser capaz de absorver, sem grande dificuldade, esse acréscimo de área de serviços nas duas cidades, permitindo requalificar a oferta existente e atrair, com maior facilidade, investidores internacionais” continua Gustavo Castro.

“No Porto, os novos empreendimentos na zona da Boavista contribuirão, igualmente, para a resolução do problema da falta de espaços acima dos 2.000 m², que é difícil de ultrapassar, no curto prazo” acrescenta Vasco Carvalho.

Perante este cenário de otimismo generalizado, apenas os ventos que chegam da Europa indiciam alguma contenção. Contudo, com uma economia em crescimento, com desemprego baixo e com um mercado em que os retornos são ainda superiores aos dos mercados Europeus mais maduros e em que os preços, embora em máximos históricos, permanecem competitivos no panorama Europeu, não se perspetiva uma mudança brusca neste cenário de crescimento, que, certamente, não se infletirá no segundo semestre de 2018.


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Gustavo Castro

Head of Porto Office

Porto

Gustavo começou na Colliers, em 1999, como Junior Consultant. O seu bom trabalho foi reconhecido e, em 2000, foi promovido a Senior Consultant. Em 2001, Gustavo foi nomeado director do escritório do Porto. Em 2007 e 2008, auxiliou a criação dos escritórios locais da Colliers em África (Moçambique e Angola).

Desde 2008, Gustavo acumula a direcção do escritório do Porto com a equipa de Reserach.

A equipa de Reserach melhorou o seu desempenho, colocando a investigação da Colliers entre as melhores de Portugal, abarcando diversos mercados e monitorizando periodicamente os mercados mais importantes.

Pode contactar no LinkedIn.

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