Imobiliário crescerá, mas a um ritmo inferior

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Depois de um ano em que se bateram máximos históricos em quase todos os mercados, não é fácil perspetivar o ano seguinte. Os primeiros meses de 2019 mostram já um ligeiro abrandamento, quer na ocupação de escritórios, quer no investimento em imobiliário. A Colliers International, no seu mais recente report, conta-lhe o que se passou e, sobretudo, o que poderá esperar de 2019.

O ano de 2018 marcou um novo máximo histórico no investimento em imobiliário nacional, um novo máximo na ocupação de escritórios no Porto e a maior absorção de escritórios, nos últimos 10 anos, em Lisboa. Por agora, o investimento regista uma quebra, mas mantém-se próximo dos 400 milhões de euros, com alguns negócios importantes ainda por concretizar. “Não é expectável que Portugal consiga manter de forma consistente os níveis de investimento de 2018 – próximo dos 4 mil milhões de euros. Contudo, é possível que mantendo alguma estabilidade na conjuntura económica, financeira e política, seja possível elevar esse investimento, ligeiramente, acima da barreira histórica dos 2 mil milhões de eurosrefere Gustavo Castro, Diretor de Research da Colliers International. “Os investidores estrangeiros continuam a equacionar Portugal nas suas decisões de investimento, sobretudo os de menor dimensão, com portfolios abaixo dos 500 milhões de euros” continua Gustavo Castro.

Nos escritórios o problema é antigo e comum a Lisboa e Porto. A escassez da oferta parece que será, finalmente, atacada em 2019, com perto de 100.000 m² de novos escritórios a entrar nos mercados de Lisboa e Porto, “mas o bom momento dos dois mercados fica bem patente no fato de mais de 60% desse novo stock se encontrar já pré-arrendado ou se destinar aos proprietários, quer em Lisboa, quer no Porto” informa Vasco Carvalho, consultor da Colliers International.

Os serviços partilhados (SSC) e o outsourcing (BPO) continuam a ser os principais motores deste segmento, representando uma fatia importante da ocupação de escritórios. A título de exemplo, só os call centers representaram uma ocupação superior a 20.000 m² no mercado de Lisboa. “Esta tendência não irá sofrer alterações. Hoje, qualquer empresa Europeia em processo de relocalização, parcial ou mesmo total, equaciona Lisboa ou, mesmo, o Porto, em conjunto com Dublin ou Varsóvia” refere Vasco Carvalho.


Imobiliário crescerá, mas a um ritmo inferior

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